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01 maio 2017

CÂNTICO DOS CÂNTICOS

“O Livro de Cantares de Salomão é um poema lírico escrito para exaltar as virtudes do amor entre um marido e sua esposa. O poema claramente apresenta o casamento como um plano de Deus. Um homem e uma mulher devem viver juntos dentro do contexto do casamento, amando um ao outro espiritualmente, emocionalmente e fisicamente. Este livro combate dois extremos: o ascetismo (a negação de todo o prazer) e hedonismo (busca do prazer somente). O casamento exemplificado em Cantares de Salomão é um modelo de atenção, empenho e prazer.
Quão belos são teus pés nas sandálias,ó filha de príncipe!
Os contornos dos teus quadris são como colares, fabricados por mãos de artista.
Teu umbigo é uma taça torneada onde nunca faltará vinho de qualidade
Teu ventre é um monte de trigo, cercado de lírios.
Teus dois seios são como dois filhotes de cervo, gêmeos de gazela,
E teu pescoço é como uma torre de marfim.
Teus olhos são como as piscinas de Hesebon, junto à porta de Bat-Rabim;
E teu nariz é como a torre do Líbano, que aponta na direção de Damasco.
Tua cabeça é como o Carmelo e teus cabelos têm a cor da púrpura, prendendo o rei com os seus anéis.
Quão bela e quão encantadora és tu, ó querida, entre as delícias!
Teu talhe assemelha-se ao da palmeira e teus seios, a cachos.
Eu disse: “Subirei à palmeira e colherei seus frutos!”
E teus seios serão como cachos de uva e o perfume da tua boca, como o das maçãs.

Teu paladar será como vinho excelente...”
In Bíblia -Antigo Testamento

Música- Enigma "Return To Innocence

29 agosto 2016

INSTANTES SUPERIORES DA ALMA

"Os instantes Superiores da Alma
Acontecem-lhe - na solidão -
Quando o amigo - e a ocasião Terrena
Se retiram para muito longe -
Ou quando - Ela Própria - subiu
A um plano tão alto
Para Reconhecer menos
Do que a sua Omnipotência -
Essa Abolição Mortal
É rara - mas tão bela
Como Aparição - sujeita
A um Ar Absoluto –
Revelação da Eternidade
Aos seus favoritos - bem poucos -
A Gigantesca substância
Da Imortalidade"
Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas (citador)

25 julho 2016

ENTERRO-TE

Enterro a dor
Não quero saber dela
E para onde eu for
Estrangulo-a com uma trela
Maldita sejas  
Estou farta de ti
Negra é a tua cor
 Nunca te pintarei numa tela
Pois muito do que vi
Já não tem sabor
Com uma branca vela
Com Fé rezo a TI
E com as minhas sandálias
Buscarei o teu Amor
O Único que realmente Senti

(Dedicado ao Criador e ao Universo)

05 outubro 2012

AMOR A PORTUGAL




 O DOS CASTELOS

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.
              
 «Para Pessoa, Portugal é o rosto da Europa, aquele que “fita” (o verbo fitar aparece três vezes neste pequeno poema, como se de uma verdadeira obsessão europeia e portuguesa se tratasse), o mar ocidental, seu destino, seu futuro (e futura glória e dor, como sabemos e Pessoa reafirmará)

in - http://www.prof2000.pt/users/secjeste/dlrc/SeucSec/Unid12/Pg002300.htm