09 fevereiro 2009

OLHAR...

Chuva incontida que afaga
Chorada num perpétuo abraço
Sem tempo e num tempo que apaga
Beijos quentes em líquido frio
Ardente na luz do coração
E distante no olhar que crio
Saturada existencia dormente...
Num cenário de morte eminente
Em subjugada emoção
Contida amargamente no ventre
Semeada, criada e alimentada
Na mais bela e harmoniosa ilusão!...

24 novembro 2008

BEIJO ...


Lábios molhados e frescos
Adocicados pelo vício salgado do corpo
Que levemente acaricia o teu rosto
E que num impulso suave do meu desejo
Ao percorrer o teu olhar
Vai habitar nesse teu fevoroso gosto
De mão dada neste meu eterno beijar
Num sussurro da aragem
Feito sopro de vida
Que embleza o meu pescoço
Abraça o meu corpo
E vai morar no meu peito
Num gesto carinhoso
Num abraço feroz de te querer amar
Beijo água que enlouquece e apazigua as emoções
Dos corpos vulcanizados pela paixão
Na crepitação do fogo eterno
Na posse hilariante
Nos braços de um doce amante
Em lábios suaves
Beijo galopante
Sabor de língua devassa...
Refrescante ...
Pecado?
Ou alimento?
Alimento do pecado?
Ou pecado que alimenta?
Beijo feito veneno?
Sem antídoto?
Morte lenta ou momento de não morte?
Eutanásia dos corpos físicos?
Inferno?
Exuberância?
Ou beleza do amor em som forte
Ilusão ?
Demência ...
Ou simplesmente o querer em fusão na sofreguidão em ebulição?

Ai beijo tão belo e terno ...
Ai caminho da pura vivência
Onde reside a mais bela emoção !...

10 novembro 2008

VÉU DO PRAZER

Escondo a minha alma
Sorrindo eternamente...
E neste véu de prazer
A subtileza do meu olhar
Nesta vontade permanente
Do meu doce beijar
E nesses braços que me aprisionam
A fortaleza do teu querer
Nesta ansia de parar
Sem nunca poder
Homem alado
Que me cobre de prazer
Meu bem amado
Que com gosto me fazes sofrer...

02 setembro 2008

O SOPRO DO QUERUBIM

Nos infernos do Armagedon
Crio palavras que embelezam a tua alma
Vivo delírios dourados ensanguentados pelos teus beijos
Cerco-me pelos teus braços
Que afogam com doce açúcar os meus desejos
Nas fendas da noite dos teus gestos iluminados
Na tua voz molhada de prazer Eterno
Adormecida nas asas de um Querubim
As minhas palavras são bebidas na fonte dos devaneios
E dançam nas águas cristalinas da tua sabedoria
Que embelezam o meu corpo
Qual prazer de idolatria
Quando lavado pelas tuas lágrimas
Gotas cristalinas da tua Alma Eterna alimentam a minha sede
Chama do teu Fogo iluminam o meu Caminho
E a Magia da tua presença se enlaça com a minha
Num ritual sem tempo
E fogoso carinho
O criptar dos teus dedos beija o meu corpo
Imitindo um dourado som
Que chega ao meu coração
Libertando a vida
Em forma de vibração
E se propaga até te beijar a alma
Embebido no teu perfume
Até à mais sublime saturação
Na morada das mais belas flores plantadas por ti no teu jardim
Esperando que a água das primeiras chuvas abracem as suas pétalas
Que com o calor do Sol se evapora
E chega até mim através das brisas calmas
Num Amor sem fim
É o chamado Ciclo Eterno do Amor
Traduzido no Sopro do mais belo Querubim