15 abril 2007

COM A ESPUMA DAS ONDAS


Quando caí , senti-me atordoada nas rochas,talvez tenha desmaiado..não sei. Um vulto aproximava-se e agarrou a minha mão.Senti um peso enorme nas costas,uma dor sem fim, aguda, permanente. O coração sangrava...seria o coração?Ou uma ferida aberta pelo embate?
Valeu-me o mar...as ondas que se uniram às rochas no momento da queda.
Pegaram-me ao colo,que bem que me soube. Adquiri forças e vitalidade, o meu corpo estava envolto por uma cor diferente... parecia espuma ...talvez das ondas,sim das ondas... abracei aquele vulto. Não sei quem era...só que estava ali e tinha vindo com as ondas....
A lua espreitava e o sol encaminhava-se para o outro lado do mundo...
Encontro , reencontro, sonho, magia ?...Tavez já no outro lado...

10 abril 2007

SOU . . . FUI . . .



SOU?!... Mas fui... Índia...habito o Céu,por cima da teimosia dos Homens.Com Ouro purifico-me, com pedras preciosas me marco... dos tempos que percorri até aqui!

Procuro-te INCA... Onde estás? Para onde foste? Porque não paraste, na tua correria louca montado no teu cavalo Malhado?

Não te recordas? Foi há milhares de anos... eu sei! Mas não morri... separei-me do meu corpo e ocultei os meus olhos. Hoje são assim... brancos, veêm tudo, penetram em tudo, investigando com o mais pequeno pormenor da Alma de quem de mim se aproxima.

E tu INCA, onde estás? Eras tu para ires no meu lugar... agarravam-te... estavas amarrado... olhei-te e não fazia sentido aquele quadro que os sacerdotes queriam pintar. Pintar com o teu sangue... que pintassem com o meu, GRITEI!!!!

Acorrentaram-me, fiquei dias assim... era um sacrifício! Fugiste, deixaste-me para trás... cavalgaste com o Malhadado. Lembraste do Malhado ? Aquele que te foi oferecido por teres vencido todos o obsctáculos dos rituais de iniciação, que todos os jovens esperavam ansiosos, um dia poderem demomonstrar a sua força e coragem?

Não olhaste, não falaste... chamei-te com as poucas forças que tinha... pegaste no saco de couro que sempre te acompanhava e aonde guardadvas as setas, no arco e partiste...

Fiquei ali sentada ,deixei-me acariciar pela poeira, o sol esquentava as pedras e a poucos metros o abismo que culminava nas rochas de um mar agitado. Pegaram em mim, aproximaram-me da linha que me separava da vida e da morte... as lanças levantaram-se em aprovação e alguém empurrou-me.... flutuei e abracei as rochas com cheiro a maresia.

Fui, mas estou aqui ...não para te assombrar INCA, mas para te fazer lembrar a Liberdade que a nossa Tribo tinha naqueles tempos... quando nos uniamos com o Fogo e a Magia das noites frescas... quando ríamos .... quando se fumava as ervas... quando os tambores embalavam os corpos.... quando deixei de ser eu, para ser tu, a caminho da estrada que te queriam impôr...

Morri naquele abismo.... mas flutuo ornada com o ouro do meu Império...

03 abril 2007

RENOVAÇÃO



. . .TEMPO DE RECOMPENSA . . .

. . . TEMPO DE COLHER . . .

PÁSCOA FELIZ !

24 março 2007

DANÇA CORAÇÃO


Nesta imagem , em que prevalece a Harmonia e a Comunhão...nasce o desejo da união entre o Homem e a Mulher...a aspiração à Harmonia mais próxima possível da Unidade, tão cantado nos hinos e nas meditações das Tribos indígenas como no âmbito das tradições mais evoluidas...
"A Terra ama a chuva e deseja-a
Quando o Solo alterado,que a estiagem esterilizou
Reclama a chuva em ambudância
E o Céu majestoso, por sua vez
Gosta de voltar a cair sobre a Terra
Quando Afrodite o solicita ao desejo
Então, quando ambos se unem no amplexo amoroso
Fazem crescer e engradecer tudo aquilo
Que faz viver e prosperar a Linhagem dos Homens. "
in fragmento de Eurípedes
" Dança, meu Coração,dança hoje de alegria
Loucos de alegria....
Os Montes , o Oceano e aTerra dançam
Por entre o riso....a Humanidade dança..."
in poema de Kabir